Dra. Clarisse Mourão Melo Ponte Endocrinologia e Metabologia
CRMEC 8692 | RQE 3766

Doenças da tireoide
Alterações da tireoide devem ser interpretadas com base em:
• Sintomas consistentes
• Exames laboratoriais confiáveis
• Avaliação de fatores individuais
• Diretrizes atualizadas
Variações discretas nos exames nem sempre indicam doença ativa ou necessidade de intervenção imediata.
O acompanhamento estruturado permite decisões equilibradas, seguras e fundamentadas em evidência.
Hipotireoidismo
O hipotireoidismo ocorre quando há produção insuficiente de hormônios tireoidianos.
Pode manifestar-se com:
• Cansaço persistente
• Intolerância ao frio
• Ganho de peso
• Queda de cabelo
• Constipação
• Alterações menstruais
• Lentificação cognitiva
O diagnóstico baseia-se principalmente na dosagem de TSH e T4 livre, interpretados dentro do contexto clínico.
O tratamento, quando indicado, é feito com reposição de levotiroxina, com ajuste individualizado da dose e acompanhamento periódico.
Hipertireoidismo
O hipertireoidismo caracteriza-se por produção excessiva de hormônios tireoidianos.
Pode cursar com:
• Perda de peso involuntária
• Palpitações
• Tremores
• Ansiedade ou irritabilidade
• Intolerância ao calor
• Aumento da sudorese
• Alterações menstruais
As causas mais frequentes incluem Doença de Graves e nódulos hiperfuncionantes.
O tratamento depende da etiologia e pode envolver medicação antitireoidiana, iodoterapia ou abordagem cirúrgica, sempre com avaliação individualizada.
Nódulos de tireoide
Nódulos tireoidianos são comuns, especialmente em mulheres e com o avanço da idade. A maioria é benigna. A avaliação envolve:
• Exame clínico
• Dosagem hormonal
• Ultrassonografia com identificação de critérios de risco
• Punção aspirativa com agulha fina (PAAF), quando indicada
Nem todo nódulo precisa de punção ou cirurgia. A decisão é baseada em características ultrassonográficas e risco individual.
O acompanhamento adequado evita tanto intervenções desnecessárias quanto atrasos diagnósticos.
Câncer de tireoide
O câncer de tireoide, na maioria dos casos, apresenta bom prognóstico quando diagnosticado precocemente.
O manejo pode incluir:
• Cirurgia
• Avaliação anatomopatológica
• Seguimento com marcadores laboratoriais
• Iodoterapia, quando indicada
A conduta depende do tipo histológico e do estadiamento. Nem todos os casos exigem tratamento agressivo, e a estratificação de risco é parte central da decisão terapêutica.